terça-feira, 24 de novembro de 2009



Angra do Reis - RJ



Vários rios e mares correm por minha veias
Embalam o sangue, afogam mágoas
Renascem foz de esperanças

Rios com águas límpidas
Clareza nos sentimentos
Olhares de ver através das águas
No fundo dos olhos
A profundidade da alma

Mares ainda não navegáveis
Barcos navegando águas escuras
Descobrindo portos
Ancorando emoções

Nas ondas de uma vida


segunda-feira, 23 de novembro de 2009




Tantos anos tentando me conhecer
E quando me desconheci
Achei interessante


Anos e anos me buscando
E quando me perdi
Me encontrei bem


Nem me alegro, nem me entristeço
Com o pouco que sei de mim
Com o muito que me desconheço
Com as descobertas
Apenas percebi
Que tudo são fases
E tudo passa





sábado, 21 de novembro de 2009

Portas e janelas em Paraty - RJ




































































Lembrei das muitas portas do coração e da alma
De  quando elas se trancam
Me fecham para o mundo
Ou de quando elas se abrem
Me soltando para o mundo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quero ser......

Poetas dedilham....
Fornecem sons e rimas as palavras
Dão cor, luz, textura
Tocam em cada palavra formando frases
Que sorriem e choram
Gritam, gemem, se contorcem

Poetas sonham...
Imaginam, sentem
Transformam palavras
Percorrem frases em beijos
Acariciam estrofes

Poetas amam...
Palavras e frases
Criam com o poder dos Deuses
Um toque de perfume
Néctar da essência do ser

Poetas tocam...
Acariciam
Deitam-se com as palavras
Fecundam
Parem

Poetas cheiram...
Pontos, vírgulas, exclamações
Sussurram nas entrelinhas sentimentos
Encontram rima
Cavalgam cadências
Acelera e desacelera o ritmo


Poetam emocionam....
Beijam almas
Dão luz aos poemas

Quero ser um poema

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Imaginar não me custa nada
Me solta de mim
Vou galopando o vento
E chego nas raízes do teu cabelo
Bem perto do pescoço
Aspiro o teu cheiro
Te arrepiando

Imaginar só me custa
Delinear a tua imagem
Em minha memória
E tocar-te do meu jeito
Com a tua permissão
Ousada e cheia de vontades

Uma permissão que vem
Junto com o olhar, com a respiração
Com teu corpo se embalando no meu

São tantos rodopios da imaginação
Chego tonta em teus braços
E beijo de leve, e de leve, e de leve....

Ah, imaginação de poderes mágicos
De toques cúmplices
De mentes que se permitem viajar
Fantasiar e se tocar

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Essa sanidade louca
Aprisionada
Que sufoca a liberdade
O ser
O estar

Essa sanidade imposta
Que aprisiona
Que oprime os desejos

Essa sanidade construída
Moldada
Que enlouquece o ser

Essa sanidade brutal
Estúpida
De uma moral sem moral

Essa sanidade do ser exemplo
Do não dito
Do não tocado
Do não exposto
Dilacerando o ser

E tantos certos que são errados
E tantos errados que são certos
Conceitos dúbios
Valores sem valores
Sociedade se desintegrando
O ser esfacelado
Anônimos com crachás
Rostos sem nomes
Olhar vago
E o ser, onde está?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Garimpo a céu aberto em Minas Gerais








É difícil e trabalhosa a arte de garimpar-se e lapidar-se....

sábado, 14 de novembro de 2009

(Lagoa Rodrigues de Freitas-RJ-09)


(Parati- RJ- 09)



Pescador

Por que fez assim?
Foi tramando a rede
Costurando nó por nó do meu pensamento

Ficou ali diante do mar imenso
Me aguardando, me navegando
Molhava os pés nas minhas lágrimas de solidão
Sentava na pedra do meu coração
E me fazia companhia

Por que fez assim?
Jogou a rede no momento exato
Que eu subia para respirar
E que alegre mergulhava

Por que fez assim?
Me pescou junto com todas minhas emoções
Me deixando presa nessa rede
Tramada com a minha inocência
Com carinho e atenção.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

No quarto azul a luz dos olhos ainda estava acesa, não se apagara com a noite, nem com a solidão. O sol não tardaria a entrar pela fresta da janela, sem cortina, sem grades.

Presa no quarto azul o rosto pálido refletia a vida, por trás da grade de uma velha emoção. Cuidadosamente levantou o braço esquerdo, puxou o carretel de pensamentos que tem enrolado no dedo indicador, colocou apoiado na fronte, respirou profundo. Instantaneamente, os olhos se fizeram rasos para suportar a água que vinha arrastando lembranças. Escorria pela ponta do nariz, mergulhava no pescoço e encharcava o peito. A dor dilacerante da saudade, imposta pelo silêncio, fez as barreiras dos olhos desabarem.

No quarto azul, aquário sem ar, sem grades, sem janelas, escritos e lembranças boiavam na água salgada.


04.08.09

quarta-feira, 11 de novembro de 2009




O arco-íris

Uma ponte colorida do real para o imaginário
Crio arco-íris para me levar até você
Desço na minha cor preferida
Para chegar mais rápido
Tocar o tesouro escondido
Meu arco-íris tem enfeitado
A íris dos meus olhos
Que ficam vendo estrelas coloridas
Quando te encontram
Mesmo distante