Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Chego no Rio de Janeiro no sábado. Férias e todos os sentimentos bons trazidos por ela.
Já tenho anotado alguns contatos e convites de blogueiros.
Viver o que der para viver, e inventar de vez em quando faz parte também.
Rio de Janeiro tem família, tem aconchego, tem muito assunto para colocar em dia.
Nas horas vagas venho me divertir no blog de vocês.
Abraços com carinho!
Fotos tirada em 2008 - Rio de Janeiro.
A primeira foto foi tirada na travessia Rio-Niterói.
A segunda na praia de Ipanema.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Um dia, vários dias, escrevi um pouco triste. Esperei a alegria chegar e a tristeza virar uma tristeza poética. E assim coloco no blog. Toda vez que a lua está linda e cheia, lembro que somos feito a lua, temos fases, e elas passam.

Setembro-2008


Passo gloss nesse sentimento sem brilho
Retoco as pálidas maçãs do rosto da emoção
Tento dar vida aos olhos cabisbaixos
Usando sombras coloridas
As lágrimas insistem em borrar a maquiagem
De um sentir que não pulsa
Lavo o rosto
Tiro o resto do faz de conta
A máscara escorre entre os dedos
Levanto os olhos
Vejo um rosto aliviado
Me sorrindo no espelho

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Ela estava triste e triste só ouvia música alegre. Chorava suas dores no embalo de sons animados, dançando as tristezas. Podia ser samba, forró, lambada, mambo, merengue, só não podia ser música romântica, nem triste. De tristeza só a dela. Os ritmos acelerados desses tipos de músicas ajudavam as lágrimas a escorrerem pelo rosto de forma inconstante, sambando nas bochechas.

De presente, sentou-se do lado oposto. Guardou o lugar dele ao seu lado, uma forma de confortar-se. Era tímida, na tristeza, na dor criava coragem.

Ele sorriu, sentou-se do lado oposto a ela. E agora? Os olhos se encontraram e sorriram. Ela com um gesto chamou ele para perto dela. Ele foi. Ao sentar-se acariciou a mão e segurou o dedo mindinho. Um carinho especial.

A aula continuava e os dois adolescentes de meia idade acarinhavam as mãos como se só eles estivessem naquele ambiente.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Contagem regressiva.....dia 11 de julho, Rio de Janeiro nos aguarde!

Filhota já me proibiu de entrar em Igrejas, Museus, Bibliotecas...só se sobrar tempo.
Candelária
Aterro do Flamengo
Bondinho, emoção e vista linda
Se não me enganho Copacabana está bem ali....
Santa Tereza e o bondinho
Foto tirada do calçadão de Copacabana
vendo pôr-do-sol, e o Pão de Açucar
Foto tirada de Ipanema
Arpoador
Niterói
Ponte Rio-Niterói

O ano passado quando fui ao Rio não tinha uma foto para colocar no blog. Agora são tantas fotos que fica difícil escolher. Pretendo com a filha rever os lugares, mostrar para ela os encantos mil da cidade maravilhosa, e ainda ir nos lugares que não fui.
Conforme assumido no Meme colocado aqui no blog, as oito coisas que quero fazer antes de morrer
- levar minha filha para conhecer o Rio de Janeiro - e lá vamos nós.
uma das praias de Niterói
Caso algum blogueiro queira nos conhecer e se fazer conhecer é só mandar e-mail e tentamos marcar. Alguns ficaram me devendo esse enorme prazer o ano passado. E agora tem muito mais.

Sábado, 4 de Julho de 2009

(foto internet)
Estás comendo meu coração
Aos pouquinhos
Estás comendo pela beirada
Já comeste o lado negro
Queimado pelo tempo
Ressecado pela tristeza
Machucado pela desilusão

Estás comendo devagarinho
Mastigando com paciência
Dando o tempo dele amolecer
Soprando com poesia
Para tirar a poeira dos velhos amores

Quando terminar de comer o coração
Me terás por inteira

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

É preciso sair por ai sem a capa de chuva, já chegou o verão. O sol está brilhando, o mar está chamando. Preciso me banhar em teus chamados. És um achado.
O outono já se foi, a vida está florindo, meus olhos estão sentindo a flor que se abre em teu olhar. Sinto o perfume do teu corpo, ainda em botão. Botões por abrir.
Ah, o inverno, com o calor que faz no corpo te chamo, te cubro, te aconchego. Sou manta, sou fogo e mel.
Na próxima estação me chama. Me dá tua mão. Vamos descer, passeia comigo, em mim. Está florindo.......o amor.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009



Acordou. Foi observar o jardim repleto de flores variadas e árvores frutíferas. Muitas flores coloridas, diversos nomes: sorriso, alegria, abraço, estrela, lua, sol, amizade, sabedoria, criatividade, espontaneidade, inteligência, poesia e muitas outras. As árvores frutíferas estavam cheias de frutos, o aroma no jardim era de harmonia, compreensão, companheirismo, incentivo, amizade. Mas todo dia, logo cedinho, ela regava primeiro uma planta que crescia espantosamente por causa dos seus intensos cuidados especiais. Ela dava carinho, atenção, dedicação, olhares admirados, elogios, conversas, era de uma dedicação extremada. Chegou a causar ciúme na flor do amor. Mas, naquela manhã ensolarada de domingo, ela percebeu que o jardim estava mais bonito, exuberante, extremamente emocionante e só então descobriu que a planta que ela tanto admirava e cuidava, era uma planta carnívora. A pior espécie existente, aquela que destrói a alma de quem cuida, que corrói a alegria, a espontaneidade, faz crescer a dúvida, a tristeza e a indecisão. Com muito esforço, lutando consigo mesma, arrancou o mal pela raiz.
foto Paula Barros
texto maio/2008

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Era uma vez um desejo adormecido que foi acordado. Mas muito precavido continuava a se esconder. Ele sempre foi submisso aos receios, medos, preconceitos, a razão. Um dia saiu para brincar o carnaval e foi desmascarado. Surrupiaram a máscara do desejo intocável. O medo reclamava da imprudência do desejo de sair por aí, se expondo, se arriscando. E o desejo tentava se esconder.O folião afoito arriscou falar o que sentia. Era tudo que o desejo sentia e queria ouvir. Mas o desejo só sabe falar com as palavras do medo. E repetiu o que sempre ouviu quando estava no seu esconderijo. O folião recuou. Achou que tinha magoado. Respeitou o medo do desejo, pois o seu desejo também sofre de muitos medos, entendeu, silenciou. Este silêncio perturbou o desejo, que ficou furioso de ser submisso ao medo. Se rebelou, arriscou, ousou, e se lançou. Sempre que o desejo supera o medo, o corpo agradece com um calor diferente, as carnes aplaudem a libertação, todos os poros sorriem. Então os desejos fizeram um pacto, calando o medo com um beijo.

Domingo, 28 de Junho de 2009


Não sei do menino. Nem da menina. Nem do passarinho. O ninho está vazio. O homem está cheio de pensamentos e sentimentos. A menina virou mulher e a mulher também tem muitos sentimentos e pensamentos. Dentro dele tem o menino. Dentro dela tem a menina. Estão guardados em algum lugar. Vivos, cheios de energia. Não foram eles que deram sumiço no passarinho. Mas tem asas dentro deles. Cada um voa como pode. E faz voar a quem se permite. Mas tanto o homem e a mulher sabem que é preciso voar com os pés no chão. E talvez por isso vivam procurando o menino e a menina. A menina e o menino corriam, sonhavam, pensavam voar. Será?
O menino não sei. A menina era quieta. Muito quieta. Não subia em muros com medo de cair. Mas corria e ralava a perna toda. Tem marcas de todos os tamanhos, nas pernas, na alma. E o pai dizia, vai ficar uma moça com as pernas toda marcada. A menina sempre pensou que podia voar, mas cortaram as asas delas, e a menina amedrontada, sem asas se escondeu dentro da mulher que ainda pensa que pode voar. E voa em pensamentos.

Sábado, 27 de Junho de 2009

“Na verdade a vida é um trânsito” –
Comentário de Dauri Batisti em 15.05.09, virou algo assim.


A vida é um trânsito
Livre, congestionado
Fluindo, engarrafado
Buzinas atormentando a paz
Sinais fechados, quando queremos seguir
Sinais abertos, quando queremos parar
Sabedoria, discernimento
Sempre, sempre!

A vida é um trânsito
Com rua, ruelas
Avenidas, becos sem saída
Esquinas, encruzilhadas
Caminhos a serem decididos
Sempre, sempre!


A vida é um trânsito
Dizem para não viver do passado
Mas é preciso olhar para trás
Nem que seja pelo retrovisor
Mas é preciso seguir
Olhando para frente
Para os lados
Desviando dos obstáculos
Atentos
Sempre, sempre

A vida é um trânsito
Pessoas vão e vem
Querem passar
Observam
Carros com uma pessoa
Individualismo, solidão
Ônibus lotado
Nem sempre o companheirismo
Famílias, união, desunião
A vida não pára
O trânsito da vida segue
Querendo ou não
Sempre, sempre!

A vida é um trânsito
Mão estendida
Olhar desviado
O ser em construção
A vida fluindo
O egoísmo atropelando as relações
O individualismo congestionando o trânsito
O atropelamento
A alma estendida no chão
A vida pede passagem
Sempre, sempre!